A inauguração da moda de viola como elemento da indústria musical aconteceu em outubro de 1929, com o lançamento da primeira moda, “Jorginho do Sertão”. A música foi lançada dentro de um suplemento de 5 discos da Turma Caipira Cornélio Pires. Cornélio, aliás, era um grande pesquisador e estudioso do ambiente e da cultura caipira. Dentre suas principais obras, estão “Conversas ao Pé-do-fogo”, “Chorando e rindo” e “Coisas doutro mundo”.
Comemora-se em outubro deste ano, portanto, 80 anos da gravação da primeira moda de viola. Foi a partir deste marco que a música caipira efetivamente decolou. Na década de 1940, surge a dupla sertaneja Tonico e Tinoco, fundamental neste processo de popularização da música interiorana, como afirma o professor e sociólogo da Universidade Estadual Paulista de Bauru, Luís Fernando da Silva: “Nos anos 1940, Tonico e Tinoco tomam as rádios e marcam a inserção da música caipira em todo o país. A partir deles, veio todo o sucesso deste gênero musical”.Com tema centrado na lida do trabalhador rural, nas práticas do campo e nos conflitos da vida do homem do interior, proliferam diversas duplas, muitas com grande sucesso, ganhando cada vez mais espaço no rádio e, posteriormente, na televisão. Dentre algumas duplas de destaque do período, estavam Pena Branca e Xavantinho, Zico e Zeca, Alvarenga e Ranchinho, dentre outras. Este gênero musical, denominado hoje em dia como de “Raiz”, foi, de certa forma, substituído por uma música sertaneja supostamente mais moderna, com temática mais urbana. A substituição ocorreu, principalmente, na década de 1980. Os principais ícones desta nova fase, que perdura até hoje, são Chitãozinho e Xororó e Leandro e Leonardo. São eles que inauguram o chamado “sertanejo romântico”.
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