Quais meios são necessários para manter a música caipira sempre viva?
Preservar os valores da cultura caipira é tudo, pois o cotidiano da maioria das pessoas já está urbanizado e, mesmo em áreas rurais, já temos contato com o modelo de vida atual, individualista e consumista.
Você acredita que, fabricando viola, a música caipira é mantida?
A fabricação de instrumentos independe das mudanças sociais e econômicas, pois se trata de um sonho e os sonhos não morrem ou, pelo menos, espero que não morram.
Como tem sido o interesse das pessoas pela viola? Em aprender fabricá-la e tocá-la?
Existe, hoje, no Brasil, um movimento até um tanto silencioso da Viola Caipira comparado com essa cultura de massa que piora cada vez mais. Este movimento caminha paralelamente e não se confronta diretamente com o mercantilismo monopolista da cultura; músicos de várias outras tendências estão usando a viola e, com isso, ajudando os fabricantes a melhorá-la tecnicamente. Temos músicos de formação erudita, chorões, roqueiros e muito mais tocando viola no Brasil.
Você, além de fabricar o instrumento, também é cantor e compositor. Como é vista hoje a música caipira, em sua opinião? Ela é apreciada, bem aceita no meio rural e urbano?
A música de raiz ainda é mais apreciada pelas velhas gerações e pouco aceita entre os jovens devido justamente a diferença de valores.
Muitas pessoas utilizam o termo "caipira" como algo pejorativo, mas na verdade, seu sentido é outro, é algo muito positivo, muito bom. Você acredita que qual ideia prevalece na cabeça das pessoas?
Isso se deu pela imagem criada por Monteiro Lobato de que caipira é sinal de atraso, de gente doente, pobre, preguiçosa... E isso não é verdade.
Preservar os valores da cultura caipira é tudo, pois o cotidiano da maioria das pessoas já está urbanizado e, mesmo em áreas rurais, já temos contato com o modelo de vida atual, individualista e consumista.
Você acredita que, fabricando viola, a música caipira é mantida?
A fabricação de instrumentos independe das mudanças sociais e econômicas, pois se trata de um sonho e os sonhos não morrem ou, pelo menos, espero que não morram.
Como tem sido o interesse das pessoas pela viola? Em aprender fabricá-la e tocá-la?
Existe, hoje, no Brasil, um movimento até um tanto silencioso da Viola Caipira comparado com essa cultura de massa que piora cada vez mais. Este movimento caminha paralelamente e não se confronta diretamente com o mercantilismo monopolista da cultura; músicos de várias outras tendências estão usando a viola e, com isso, ajudando os fabricantes a melhorá-la tecnicamente. Temos músicos de formação erudita, chorões, roqueiros e muito mais tocando viola no Brasil.
Você, além de fabricar o instrumento, também é cantor e compositor. Como é vista hoje a música caipira, em sua opinião? Ela é apreciada, bem aceita no meio rural e urbano?
A música de raiz ainda é mais apreciada pelas velhas gerações e pouco aceita entre os jovens devido justamente a diferença de valores.
Muitas pessoas utilizam o termo "caipira" como algo pejorativo, mas na verdade, seu sentido é outro, é algo muito positivo, muito bom. Você acredita que qual ideia prevalece na cabeça das pessoas?
Isso se deu pela imagem criada por Monteiro Lobato de que caipira é sinal de atraso, de gente doente, pobre, preguiçosa... E isso não é verdade.
O que, em sua opinião, mais caracteriza a música caipira, de raiz? Por que ela é tão importante para a identidade do brasileiro?
O que vemos de positivo na questão sócio cultural são valores como solidariedade, amor pelas coisas simples e essenciais da vida; costumes que ajudam na formação do indivíduo como a prosa, contar causos e tudo mais. Na questão musical,
temos uma riqueza rítmica dentro das muitas modalidades da música caipira e jóias ricas melodicamente também.
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